A primeira convenção sobre cremação do Estado reuniu em Caxias do Sul mais de 200 funerárias entre os dias 14 e 16 de novembro. O encontro NOVOS CAMINHOS – Cremação, a tendência de uma nova cultura, promovido pelo Grupo L.Formolo, contou com a participação de renomados palestrantes e abordou assuntos, como: agregando valor ao serviço funerário, aspectos legais, religiosos e ambientais sobre cremação, qualidade como diferencial competitivo e gestão de pessoas. “Nosso objetivo com esse evento foi proporcionar as empresas prestadoras de serviços funerários do Estado, uma oportunidade de relacionamento e aprendizado ímpar para o setor”, comentou Valduino Formolo, diretor executivo do Grupo L.Formolo.
Ponto unânime entre os palestrantes foi que a cada ano a procura pela cremação em todos continentes tem aumentado significamente. “No Brasil, a região sul do País, principalmente em São Paulo, a procura pela cremação tem crescido ano a ano. Atualmente, cerca de 3% dos serviços fúnebres prestados são de cremação”, afirma Ercy Soares, presidente do Sindicato dos Cemitérios Particulares do Brasil.
No cenário nacional, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado com o maior número de crematórios do Brasil, sendo quatro no total. “Atualmente, de 200 solicitações de serviços funerários por mês em Caxias, 15 optam pela cremação, e aproximadamente outras 30 cremações são realizadas, provenientes de outras cidades do estado”, comenta Valduino.
De acordo com Saro Mauro, presidente do Instituto Della Cremazione, na Itália esse dado já representa cerca de 70%. “Atingimos esse número depois de investirmos na profissionalização do segmento e realizarmos uma campanha publicitária especial para promover e sensibilizar as pessoas para a cremação. Para termos este retorno positivo demorou 10 anos”.
O valor da cremação varia em cada crematório de R$ 2 mil até R$ 6 mil e é considerado baixo em relação ao custo do sepultamento. “Além disso, é uma atitude ecologicamente correta, pois polui menos. Hoje existem tecnologias modernas que limitam a emissão de gases e atendem padrões específicos de qualidade”, afirma Saro Mauro. Para evitar o impacto nas cidades, a tendência é a construção de cemitérios parques. “O objetivo é equilibrar os efeitos na natureza com a preservação de áreas verdes”, comenta Luiz Carlos Brum, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Prestadores de Serviços Funerários do Rio Grande do Sul.
Como desafios para o avanço da cremação, foram destacados os seguintes pontos: investir em programas de capacitação dos colaboradores, integrar a rede e sensibilizar a população. “A procura pela cremação aumentou muito nos últimos anos, mas ainda pouco em relação ao potencial. Precisamos trabalhar fortemente na conscientização das famílias e na gestão estratégicas das funerárias”, conclui Valduino Formolo.